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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

quinta-feira, 12 de junho de 2008

REDE POPULAR DE ESTUDANTES DE DIREITO

Estudantes articulam rede de defesa dos direitos do povo23/04/2008Dos dias 5 a 8 de julho será realizado, em Belo Horizonte (MG) o 1º Encontro Nacional da Rede Popular dos Estudantes de Direito (Reped). A rede foi formada em 2006, com o desafio de ligar o Direito, a Universidade e as causas populares. Como parte da Juventude da Via Campesina, a Reped é uma organização que se identifica com a luta dos movimentos populares e aposta na formação de juristas que trabalhem em prol da construção de um projeto de nação soberano, socialista e popular, tendo como protagonistas os movimentos sociais do campo e da cidade. Com o encontro, os organizadores esperam reunir estudantes de Direito de diferentes regiões do país e faculdades, para criar novos núcleos da rede e articular ações conjuntas com os movimentos sociais. As inscrições estão abertas até o dia 15 de junho. Mais informações podem ser obtidas pelo endereço: http://encontroreped.blogspot.com/.

terça-feira, 10 de junho de 2008

V Estágio Interdisciplinar de Vivência na UnB

O Estágio Interdisciplinar de Vivência(EIV) é um projeto que promove um intercâmbio cultural, político e vivencial entre estudantes e assentamentos da Reforma Agrária espalhados no DF e entorno.
A quinta versão do EIV de Brasília acontecerá entre os dias 5 e 25 de julho de 2008. Trata-se de um experiência que envolve a união de pesquisa e extensão com discussões e reflexões acerca da realidade do campo.
Para participar das discussões, os interessados podem entrar em contato com a organização
pelo endereço eiv_discussao@yahoo.com.br ou ligar Raoni 61 8440 6090 e Ana 61 9211 7274.
As reuniões acontecem toda quinta-feira às 18 horas ICC Norte subsolo - BSS 620, perto do Departamento de Geografia.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

UnB - UnBem - UnBoa

O movimento estudantil revitalizou a Universidade de Brasília que vem retomando uma agenda de vanguarda. Desde a ocupação da reitoria pelos estudantes e a conseqüente queda do reitor em abril último, a comunidade acadêmica tem pautado eventos focados na questão da democracia universitária, como as Jornadas de Memórias da UnB que realiza o seminário UnB:o ano de 68 e "A Rebelião dos Estudantes" com a seguinte programação:
Dia 11 de junho de 2008
Horário:10h as 18h.
Local:Auditório 9 ICC-Sul(Minhocão)
10h - Documentário
Depoimento Vladimir Palmeira(Curta metragem).
10:30 - Mesa Redonda
O movimento estudantil e o "Território Livre" do campus da UnB
Coordenadora:Maria Francisca Coelho (Profª SOL)
Participantes:
Lenine Bueno Monteiro(Urbanista e Planejador Urbano)
Antônio de Pádua Gurgel(Jornalista)
Xico Chaves(Artista Plástico)
13h - Lançamento de filme
"A Rebelião dos Estudantes - Brasília, 1968"
14:20h - Debate
Participantes:
Antônio de Pádua Gurgel(autor do filme e livro)
Fábio Félix(DCE)
Luíza Oliveira(DCE)
Norton Monteiro Guimarães
15h-Sorteio de 1o livros "A Rebelião dos Estudantes"
15:30 às 18h: Roda de Memória: Depoimentos de ex-alunos 68
O cotidiano na UnB nos anos 1960
"As barricadas fecham as ruas, mas abrem
caminhos" Maio/68
Essa legenda está no folder de divulgação da CALOURADA DO DCE e traduz bem o clima reinante no campus. Com programação de 10 a 13 de Junho, que engloba o Seminário das Jornadas de Memórias da UnB, a Calourada agita o lema "1968 à Abril de 2008 - A luta não pára"
10 de Junho - Terça-Feira
12 h - Anf. 11
Mesa de Abertura:
"Educação não é mercadoria"
Mesa: MST, ADUNB, Conlutas, Articulação do Grito, DCE
11 de Junho - Quarta-Feira
Seminário UnB - O Ano de 68 e "A Rebelião dos Estudantes"

12 de Junho - Quinta -Feira
12h
Debate:
"Ocupa e Resiste"
Debate sobre o movimento estudantil
Exibição do filme:
"A revolta dos pingüins"
Mesa: MPL, DCE-UnB, Conlutas, FOE-UNE
18h
Memorial da Ocupação da Reitoria UnB
"É Proibido Proibir"
Cartazes, Fotos e Vídeos sobre a ocupação
Birita e Música
Local:Ceubinho

13 de Junho - Sexta-Feira
12h
Assembléia Geral dos Estudantes, Professores e Servidores da UnB
Local: Reitoria
14h
COSUNI que definirá sobre a paridade
Local: Auditório da Reitoria

domingo, 8 de junho de 2008

REGINA – A HISTÓRIA NÃO OFICIAL II

À Comissão de Anistia Política do Ministério da Justiça
Eu, Ernani Eduardo Pacheco Henning, solteiro, identidade número ***.***-SSP/DF, CPF número ***.***.***-**, Técnico de Comunicação Social da Imprensa Nacional, desde 1990, registrado na Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais - FENAJ, declaro para os devidos fins que conheci Regina Célia Bittencourt em 1963, quando mudei com minha família para Brasília. Meu pai, já falecido, Coronel Hernani Azevedo Henning, era militar e tinha servido no Exército com o pai de Regina, Coronel Marcolino Castelo Branco Bittencourt, que morava com sua família na mesma quadra que habitávamos na W3 Sul, quadra 707.
Em 1975, dei carona a um colega amazonense, em comum, na Universidade de Brasília-UnB, chamado Moss, até a residência de Regina, onde iria revelar umas fotos no pequeno laboratório que ela havia montado em sua residência, na Sqs 413. Após dois dias, recebi um telefonema de outro colega chamado Wilton peguntando sobre o Moss, que estava desaparecido havia dois dias e que eu teria sido a última pessoa a ter contato com ele.
Fiquei preocupado e resolvi ir à casa de Regina para saber notícias do Moss, na SQS 413, em um bloco que não me recordo, num apartamento localizado no andar térreo. Lá chegando, notei a persiana semi-aberta e vi, pela janela, que Regina estava deitada próxima à mesma, sobre umas almofadas parecendo estar dormindo. Quando toquei a campainha, um agente abriu a porta e recepcionou-me com ameaças, ironia, afirmando “só faltava você, neste momento”. Percebi que o apartamento estava todo revirado por mais cinco agentes que lá se encontravam. Regina, aos prantos, imediatamente falou que eu não tinha nada a ver com o que estava acontecendo e que eu era filho de militar, amigo de seu pai. Fizeram-me inúmeras perguntas, querendo saber o que fui fazer naquele local. Felizmente, tinha um negativo comigo e falei que iria revelá-lo em seu laboratório. Perguntei à Regina se seu pai, Cel. Marcolino, estava ciente do que estava acontecendo. Ela respondeu-me que não. Disse, então, que iria pedir ao meu pai que o avisasse. Até hoje não sei como consegui sair de lá e como nada aconteceu comigo posteriormente. Acredito que o agente associou meu sobrenome ao do meu tio Almirante Geraldo Azevedo Henning, que ocupava na época o cargo de Ministro de Estado da Marinha. Mesmo assim, um agente acompanhou-me até meu carro e anotou a placa. Meu pai avisou ao Coronel Marclino o que havia acontecido e, mais tarde, o mesmo localizou sua filha presa em um recinto do Departamento de Ordem Política e Social – DOPS. Sei que este fato acarretou maléficas consequências à Regina, que ficou por muito tempo abalada e traumatizada, com profundas marcas que prejudicaram seus estudos na UnB e no Centro de Ensino Unificado de Brasília-CEUB, à época, e atualmente designado como Centro Universitário de Brasília-UniCEUB, bem como, na Câmara dos Deputados, onde trabalhava. Sei que levou muito tempo para alcançar sua recuperação mental e física tão fragilizada, não sabendo dizer se ainda hoje conseguiu recuperar-se totalmente daquilo tudo que ficou gravado em sua consciência e sua subconsciência.
Ciente desses fatos tão marcantes e injustos e vivendo, atualmente, num estado democrático de Direito, sinto-me na obrigação de relatá-los para que sejam analisados e possibilitem uma nova situação, da qual Regina possa recuperar-se moral e profissionalmente, deixando para trás essas profundas seqüelas tão marcantes ocorridas no transcorrer de sua vida.
Dou fé que esses fatos declarados expressam a mais pura verdade.

Brasília, 05 de março de 2008.

Ernani Eduardo Pacheco Henning


DECLARAÇÃO

Declaro, para os devidos fins, e em especial para fins de prova junto à Primeira Câmara da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que, de há muito, conheço Regina Célia David Sanson e afirmo que sua exoneração da Câmara dos Deputados, sacramentada em Janeiro de 1975, significa a culminância de processo existencial conflitivo, perturbador e aterrorizador que teve seu início com sua prisão em meados de 1973 pelas forças de repressão.

Brasília, 03 de Setembro de 2007.